Saúde íntima

Incontinência urinária: o que é, por que acontece e como tratar

Por Wanessa dos Santos Rocha, fisioterapeuta da Modena CliniQ

Escapar um pouco de xixi ao tossir, rir, espirrar ou correr. Muitas mulheres convivem com isso por anos achando que é normal depois do parto, ou que faz parte de envelhecer. É comum. Não é normal, e tem tratamento.

O nome clínico é incontinência urinária. Na maioria dos casos, o caminho é conservador: sem cirurgia e sem remédio. Quem assina este texto é a Wanessa dos Santos Rocha, fisioterapeuta da Modena CliniQ, em Piracicaba/SP. Ele explica o que é a perda de urina, por que acontece, quais são os tipos e por que o tratamento com fisioterapia pélvica começa por uma avaliação, e não por um exercício pronto.

O que é incontinência urinária

É a perda involuntária de urina: o xixi escapa sem você querer e sem conseguir segurar. Pode ser uma gota ao espirrar ou uma perda maior, que faz você evitar o treino, a corrida, a risada e o passeio longe de um banheiro.

Ela acontece com muitas mulheres, principalmente depois do parto, no climatério e com a idade. Isso a torna comum, não normal. Tem causa que a avaliação identifica, e tem tratamento.

Os tipos mais comuns

Nem toda perda de urina é igual, e o tipo muda o tratamento.

Perda de esforço

O xixi escapa quando a pressão na barriga aumenta: tosse, risada, espirro, pulo, corrida. É o tipo mais frequente em mulheres.

Perda de urgência

A vontade chega forte e de repente, difícil de adiar, e às vezes o xixi escapa antes de você chegar ao banheiro. Está ligada à bexiga que trabalha mais do que deveria.

Perda mista

As duas juntas. É frequente depois da menopausa e costuma pedir um plano mais amplo.

Por que a perda de urina acontece

O assoalho pélvico é um conjunto de músculos, como qualquer outro que você trabalha na academia e no dia a dia. Ele sustenta a bexiga, o útero e o intestino, e é ele que precisa aguentar a pressão de uma tosse ou de um espirro.

O escape acontece por mais de um motivo, e o tratamento muda conforme o motivo. Na palavra da Wanessa, o músculo pode estar fraco, mas também pode estar hiperativo, com o tônus aumentado, ou sem uma boa coordenação. Por isso ela não presume a causa do escape sem avaliar.

O que costuma pesar sobre o assoalho pélvico:

  • Gestação e parto: sobrecarregam a musculatura e os tecidos que a sustentam.
  • Climatério e menopausa: a queda do estrogênio afina os tecidos da região e reduz a força muscular.
  • Idade: a perda natural de massa muscular também alcança o assoalho pélvico.
  • Cirurgias ginecológicas: podem mudar a anatomia e a função dos músculos da região.
  • Sobrepeso e sedentarismo: aumentam a pressão constante sobre a região.
  • Tosse crônica, prisão de ventre e impacto em excesso: cobram do músculo mais do que ele consegue sustentar.

"Assoalho pélvico não é só força. Ele precisa ser funcional: saber contrair, relaxar, sustentar e responder às demandas do dia a dia. Por isso, o tratamento começa com uma avaliação, porque o que funcionou para uma pessoa pode não ser o que você precisa."

Wanessa dos Santos Rocha, fisioterapeuta

Como a fisioterapia pélvica trata a perda de urina

A fisioterapia pélvica é o primeiro tratamento a tentar na perda de urina de esforço, antes de remédio ou cirurgia. É o que a revisão Cochrane sobre treino do assoalho pélvico conclui (Dumoulin e colaboradores, 2018, DOI: 10.1002/14651858.CD005654.pub4). O tratamento avalia e reabilita a função desses músculos, com técnicas escolhidas pelo tipo de perda e pelo que a avaliação mostrou.

O que a Wanessa usa na Modena CliniQ:

  • Reeducação do assoalho pélvico: exercícios para o músculo aprender a contrair, relaxar, sustentar e responder na hora certa. Só fortalecer não resolve quando o problema é de coordenação ou de tônus aumentado.
  • Biofeedback: um recurso que mostra a você, em tempo real, o que o músculo está fazendo, para você aprender a controlá-lo com mais precisão.
  • Eletroestimulação: corrente aplicada de forma terapêutica para ajudar a musculatura a responder, no fortalecimento e no controle da urgência.
  • Terapia manual e liberação miofascial: para soltar tensões de músculo e fáscia que atrapalham a função da região.
  • Orientação de hábitos: quanto beber, em que ritmo ir ao banheiro, como se posicionar, o que ajusta a rotina e tira carga do assoalho pélvico.

O que esperar: a avaliação vem antes

A avaliação é o primeiro passo, e é dela que sai o plano. São 60 minutos com a Wanessa, em sala privativa: ela ouve a sua história, avalia a função do assoalho pélvico e explica o que cabe no seu caso, e o que não cabe.

Quantas sessões e em quanto tempo, só a avaliação diz, porque depende do tipo de perda, do que o músculo mostra e da sua rotina. O que o plano persegue é você voltar a tossir, rir e treinar sem pensar nisso. Se a avaliação mostra sangramento anormal ou dor pélvica aguda, a Wanessa te diz antes de começar que a causa precisa ser investigada.

Perguntas frequentes sobre incontinência urinária

O que é incontinência urinária?

É a perda involuntária de urina: o xixi escapa ao tossir, espirrar, rir, se exercitar ou quando a vontade chega de repente. Acontece em qualquer idade, e com mais frequência depois do parto e no climatério.

Perda de urina tem tratamento?

Tem. A fisioterapia pélvica é o primeiro tratamento indicado para a perda de esforço, antes de remédio ou cirurgia. O quanto ela alcança no seu caso depende do tipo de perda, do tempo de queixa e da constância, e é isso que a avaliação e as reavaliações mostram.

Como é a primeira consulta de fisioterapia pélvica?

São 60 minutos com a Wanessa, em sala privativa. Ela ouve a sua história, avalia a função do assoalho pélvico, identifica o tipo de perda e monta o plano com você. Nada começa sem o seu consentimento.

Quantas sessões são necessárias?

Só a avaliação diz. Depende do tipo de perda, do que o músculo mostra e da sua rotina. A Wanessa define o plano com você e reavalia ao longo dele.

Preciso de encaminhamento médico?

Não. A avaliação com a fisioterapeuta não exige encaminhamento.

Só quem teve filho tem perda de urina?

Não. O parto é um fator importante, mas a perda também aparece em quem nunca teve filho, principalmente no climatério, pela queda do estrogênio, e em quem treina com muito impacto.

Se está atrapalhando a sua vida, não precisa ser assim. Tem tratamento, e ele começa por uma avaliação com a Wanessa na Modena CliniQ.

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Avaliação de 60 minutos de fisioterapia pélvica, em sala privativa, na Modena CliniQ. É dela que sai o plano para o seu caso.

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Aviso: este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui a avaliação individual. O que cabe no seu caso sai da avaliação com a Wanessa.