Saúde Íntima

Dor na relação sexual após os 40: causas, tratamentos e quando buscar ajuda

Por Wanessa dos Santos Rocha, Fisioterapeuta — Pós-graduada em Saúde da Mulher pelo CAISM/UNICAMP

A dor na relação sexual, chamada clinicamente de dispareunia, afeta entre 10% e 20% das mulheres após a menopausa. Para muitas, o assunto ainda é difícil de falar. A Modena CliniQ trata essa queixa com seriedade e sem tabu: existem causas conhecidas, abordagens eficazes e profissionais especializadas para ajudar.

Em resumo: dor durante o sexo após os 40 tem nome (dispareunia) e causa identificável. As causas mais comuns são hipertonia muscular pélvica e ressecamento vaginal por queda de estrogênio. Fisioterapia pélvica especializada e radiofrequência íntima são tratamentos não invasivos com evidência científica.

O que é dispareunia e por que ela aparece após os 40

Dispareunia é o nome técnico para dor genital recorrente durante ou depois da relação sexual. Ela pode surgir na entrada vaginal (dispareunia superficial) ou mais profundamente (dispareunia profunda) e tem causas musculares, hormonais ou psicossexuais, frequentemente combinadas.

Depois dos 40, e especialmente no climatério, a queda de estrogênio reduz a lubrificação natural, afina a mucosa vaginal, diminui a elasticidade dos tecidos e altera o tônus muscular do assoalho pélvico. Esse conjunto de alterações tem nome: síndrome geniturinária da menopausa (SGM).

A boa notícia é que essas mudanças são tratáveis. Não são inevitáveis nem permanentes com o tratamento certo.

As causas mais comuns de dor na relação sexual após os 40

Hipertonia do assoalho pélvico

O assoalho pélvico é um conjunto de músculos que sustenta a bexiga, o útero e o reto. Quando esses músculos ficam excessivamente tensionados (hipertônicos), a penetração se torna dolorosa — é como tentar forçar um músculo contraído. Ele resiste e gera dor. Estresse, traumas, cirurgias anteriores ou postura corporal inadequada podem manter esses músculos em contração crônica. A fisioterapia pélvica é o tratamento de escolha para esse quadro.

Síndrome geniturinária da menopausa (ressecamento e atrofia vaginal)

Com a queda de estrogênio, a mucosa vaginal perde espessura, lubrificação e elasticidade. O pH vaginal se altera. O resultado é ressecamento, ardência e dor, mesmo sem tensão muscular envolvida. Essa causa é tratada com radiofrequência íntima não invasiva (Tecare) e orientações de cuidado domiciliar.

Outras causas a investigar com ginecologista

Endometriose, vulvodínia, infecções de repetição e cistos ovarianos também causam dor pélvica durante a relação e exigem avaliação médica. Quando há sangramento anormal, dor pélvica aguda ou suspeita de patologia ginecológica, o encaminhamento para a ginecologia parceira é parte do cuidado.

Como a fisioterapia pélvica trata a dor na relação sexual

A fisioterapia pélvica trabalha diretamente com os músculos, fáscias e nervos do assoalho pélvico. Na avaliação inicial, a fisioterapeuta identifica se há hipertonia, hipotonia, aderências ou assimetrias que possam estar causando a dor.

As técnicas utilizadas incluem:

  • Liberação miofascial: trabalho manual para relaxar pontos de tensão nos músculos pélvicos.
  • Eletroestimulação e biofeedback: para reeducar a musculatura pélvica e regular o tônus.
  • Tecarterapia (CRet): radiofrequência aplicada de forma fisioterapêutica para reduzir dor e melhorar a qualidade tecidual.

Um ensaio clínico multicêntrico controlado por placebo publicado em 2026 (García et al. — DOI: 10.1016/j.ejogrb.2026.115241) demonstrou que o protocolo de CRet em mulheres com síndrome de dor pélvica crônica e hipertonia de assoalho pélvico reduziu significativamente a dor (aproximadamente 40 a 50 mm na escala visual analógica, p < 0,001) e melhorou a qualidade de vida. Os resultados se mantiveram no acompanhamento de 6 semanas.

"Cada paciente tem um padrão muscular diferente, e o tratamento precisa partir daí. A avaliação individualizada é o ponto de partida — não existe protocolo único para dispareunia."

Wanessa dos Santos Rocha, Fisioterapeuta da Modena CliniQ

Quando a causa é ressecamento: o papel da radiofrequência íntima

Quando a dor tem origem na atrofia e no ressecamento vaginal da síndrome geniturinária da menopausa, a radiofrequência íntima não invasiva é uma opção complementar com evidência crescente. Na Modena CliniQ, esse procedimento é realizado por Ivaldene, biomédica esteta especializada em estética íntima não invasiva, com o equipamento Tecare.

Uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados (Serquiz et al., 2025 — DOI: 10.1002/ijgo.70665) confirma melhora em dispareunia, no Vaginal Health Index e na qualidade de vida, com eventos adversos mínimos.

Fisioterapia pélvica e radiofrequência íntima não são excludentes. Em muitos casos, trabalham juntas: a fisioterapia cuida do componente muscular e neurológico; a radiofrequência, do tecido mucoso.

Como é a avaliação inicial na Modena CliniQ

A consulta fisioterapêutica dura 60 minutos e começa por uma conversa detalhada sobre histórico clínico, cirurgias anteriores, uso de hormônios, queixas urinárias e a natureza da dor. Não há julgamento, nem pressa.

A partir desse mapeamento, a fisioterapeuta traça um plano de tratamento individualizado com número de sessões, técnicas prioritárias e orientações para casa. O plano pode combinar sessões de fisioterapia pélvica, orientação para o autocuidado e, quando indicado, integração com a biomédica esteta para radiofrequência íntima.

Quando procurar avaliação médica

A fisioterapia pélvica e a estética íntima cuidam de aspectos musculares, teciduais e funcionais. Alguns quadros exigem avaliação ginecológica antes ou em paralelo:

  • Sangramento anormal fora do ciclo
  • Dor pélvica aguda ou constante que não melhora com repouso
  • Suspeita de infecção vaginal
  • Histórico de cirurgia ginecológica recente
  • Lesões visíveis na vulva ou vagina

Nesses casos, a Modena CliniQ faz o encaminhamento para a rede médica ginecológica parceira. O cuidado completo da mulher é sempre multiprofissional.

Perguntas frequentes

O que causa dor na relação sexual após os 40?

As causas mais comuns após os 40 são a hipertonia dos músculos do assoalho pélvico e a síndrome geniturinária da menopausa, que causa ressecamento e atrofia da mucosa vaginal por queda de estrogênio. Endometriose, infecções de repetição e outros fatores ginecológicos também podem estar envolvidos e precisam ser avaliados por um médico.

A fisioterapia pélvica ajuda com dor durante o sexo?

Sim, especialmente quando a causa é muscular. A fisioterapia pélvica identifica e trata a hipertonia do assoalho pélvico com técnicas como liberação miofascial, eletroestimulação e Tecarterapia. Um ensaio clínico multicêntrico de 2026 demonstrou redução significativa da dor pélvica crônica com o protocolo de CRet (García et al., 2026 — DOI: 10.1016/j.ejogrb.2026.115241).

Quantas sessões são necessárias?

O número de sessões varia de acordo com a gravidade do quadro e a resposta individual. Em casos de hipertonia moderada, as primeiras melhoras costumam aparecer entre a 4ª e a 6ª sessão. A fisioterapeuta define o plano na avaliação inicial.

Menopausadas podem fazer fisioterapia pélvica?

Sim. A fisioterapia pélvica tem indicação clara para mulheres no climatério e na pós-menopausa. A queda de estrogênio altera o tônus muscular pélvico e a troficidade dos tecidos, e a fisioterapia trabalha justamente com esses desequilíbrios.

Qual a diferença entre fisioterapia pélvica e radiofrequência íntima para tratar dor na relação?

A fisioterapia pélvica trata o componente muscular, funcional e nervoso da dor. A radiofrequência íntima (Tecare) trata o componente tecidual: estimula colágeno, melhora a elasticidade e a hidratação da mucosa. Nos casos de origem mista, as duas abordagens trabalham de forma complementar.

A dor na relação sexual é normal com a idade?

Não é inevitável. É comum, mas tratável. Cerca de 10% a 20% das mulheres após a menopausa relatam dispareunia, mas muitas não buscam ajuda por acreditar que "é normal envelhecer assim". Esse é um dos mitos que a Modena CliniQ existe para desconstruir.

Quando devo ir direto ao ginecologista e não à fisioterapeuta?

Procure avaliação ginecológica quando houver sangramento anormal, dor pélvica aguda, suspeita de infecção, histórico oncológico ginecológico ou lesões visíveis. A fisioterapia e a ginecologia trabalham em conjunto, não em oposição.

Aviso: este conteúdo tem finalidade educativa e informativa. As informações não substituem consulta, diagnóstico ou tratamento médico ou terapêutico. Caso você apresente os sintomas descritos, consulte um profissional de saúde habilitado.

Próximo passo

Agende sua avaliação com a Wanessa

Consulta de 60 minutos com a fisioterapeuta especializada em Saúde da Mulher na Modena CliniQ em Piracicaba/SP.

Agendar pelo WhatsApp