Saúde Íntima

Atrofia Vaginal na Menopausa: Sintomas, Tratamentos e o que Ninguém Fala

Por Ivaldene Cristiane, Biomédica Esteta — Especialista em Estética Íntima Não Invasiva

Você sente ressecamento, ardor, dor na relação sexual ou urgência urinária desde que entrou na menopausa? Esses sintomas têm nome, e são muito mais comuns do que se imagina. A atrofia vaginal, hoje formalmente chamada de Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM), afeta até 84% das mulheres após a menopausa — e mesmo assim, cerca de 70% nunca buscam tratamento.

Em resumo: a SGM é causada pela queda do estrogênio na menopausa e afeta a mucosa vaginal, a pele da vulva e a uretra. Os sintomas tendem a piorar sem tratamento. Existem abordagens não invasivas (radiofrequência, microagulhamento, fisioterapia pélvica) que aliviam sintomas e recuperam a qualidade de vida — com ou sem terapia hormonal.

O que é atrofia vaginal: por que o nome mudou

A expressão "atrofia vaginal" ainda aparece em muitas buscas, mas a medicina substituiu o termo por Síndrome Geniturinária da Menopausa (SGM) a partir de 2014. O motivo é simples: o nome antigo deixava de fora sintomas que afetam a uretra e a bexiga.

Com a queda do estrogênio na menopausa, os tecidos da vulva, vagina e uretra perdem elasticidade e espessura. A mucosa vaginal fica mais fina, mais seca e mais frágil. O pH vaginal se altera, favorecendo infecções. O tecido perde colágeno e capacidade de lubrificação natural.

Ao contrário dos fogachos, que em muitos casos diminuem com o tempo, os sintomas da SGM tendem a se intensificar progressivamente sem algum tipo de intervenção.

Sintomas: os que todo mundo conhece e os que ninguém fala

Os sintomas mais conhecidos:

  • Ressecamento vaginal persistente
  • Ardor ou coceira na região íntima
  • Dor ou desconforto na relação sexual (dispareunia)
  • Pequenos sangramentos após a relação

Os que raramente aparecem nas conversas, mas têm impacto significativo na qualidade de vida:

  • Urgência urinária e infecções urinárias de repetição
  • Sensação de que o canal vaginal "ficou menor" ou mais estreito
  • Perda de lubrificação mesmo quando há desejo sexual
  • Alteração na aparência da vulva: pele mais seca, pequenos lábios mais finos
  • Impacto na autoestima, no desejo e na disposição para se relacionar

"O que eu mais ouço na avaliação inicial é: 'achei que era normal da idade' ou 'pensei que não tinha mais jeito'. Não é normal no sentido de inevitável, e tem saída. Mas a mulher precisa saber que pode procurar ajuda."

Ivaldene Cristiane, Biomédica Esteta da Modena CliniQ

Quem pode desenvolver a síndrome geniturinária da menopausa

A SGM está diretamente associada à queda do estrogênio e afeta principalmente mulheres na peri e pós-menopausa. A prevalência aumenta com o tempo: quanto mais anos desde a última menstruação, mais marcadas tendem a ser as alterações teciduais.

A síndrome também pode surgir em outros contextos de hipoestrogenismo:

  • Mulheres em tratamento oncológico com supressão hormonal
  • Mulheres com menopausa precoce ou cirúrgica (retirada dos ovários)
  • Período prolongado de amamentação

Em todos esses casos, esperar que os sintomas passem sozinhos raramente é a melhor estratégia. A intervenção precoce preserva mais o tecido e costuma requerer menos sessões de tratamento.

Quais tratamentos existem e como cada um funciona

O tratamento da SGM é personalizado e, na maioria dos casos, envolve a combinação de diferentes abordagens.

Radiofrequência não invasiva: bioestimulação tissular

A Revitalização Íntima com Radiofrequência (equipamento Tecare) estimula os fibroblastos da mucosa vaginal externa e da pele da vulva a produzirem novo colágeno. O resultado é a recuperação progressiva de espessura, elasticidade e hidratação do tecido. Sem agulhas, sem cortes, sem afastamento das atividades.

Uma revisão sistemática de ECRs (Serquiz et al., 2025; DOI: 10.1002/ijgo.70665) avaliou radiofrequência e laser em mulheres com SGM e documentou melhora em dispareunia, Vaginal Health Index e qualidade de vida, com eventos adversos mínimos.

Microagulhamento íntimo com PDRN: renovação celular profunda

O Microagulhamento Íntimo com o Smart Pen 2 associa a microperfuração superficial da pele vulvar à infusão de PDRN (polinucleotídeos), ativo que estimula a proliferação de fibroblastos e a síntese de colágeno. Esse mecanismo está documentado em revisão sistemática (Lampridou et al., 2024; DOI: 10.1111/jocd.16721; n=219 pacientes), com melhora em textura, elasticidade e efeitos adversos leves e transitórios.

Fisioterapia pélvica: a musculatura também precisa de cuidado

A fisioterapia pélvica, realizada pela Wanessa na Modena CliniQ, atua sobre a função muscular do assoalho pélvico. As duas abordagens se complementam: enquanto a radiofrequência trabalha o tecido, a fisioterapia trabalha a musculatura que sustenta e envolve esse tecido.

A especialista que realiza os tratamentos na Modena CliniQ

A Revitalização Íntima com Radiofrequência e o Microagulhamento Íntimo na Modena CliniQ são realizados pela Ivaldene Cristiane, biomédica esteta com formação especializada em estética íntima não invasiva. Todos os procedimentos são não invasivos: sem injeções, sem cirurgia, sem hormônios.

Os procedimentos disponíveis incluem:

  • Revitalização Íntima com Radiofrequência (Tecare): estimulação de colágeno e remodelamento tissular
  • Microagulhamento Íntimo com PDRN (Smart Pen 2): renovação celular e recuperação de elasticidade
  • Máscara Bioestimuladora Íntima: hidratação profunda e bioestimulação tópica para manutenção entre sessões

Casos que apresentam sinais de infecção, dor pélvica de origem não estética, suspeita de patologia ginecológica ou indicação de tratamento hormonal são sempre encaminhados à rede de ginecologia parceira da Modena.

Perguntas frequentes sobre atrofia vaginal e síndrome geniturinária da menopausa

O que é a síndrome geniturinária da menopausa (SGM)?

É o conjunto de sintomas causados pela queda do estrogênio na menopausa, que afeta a mucosa vaginal, a pele da vulva e a uretra. Os sintomas incluem ressecamento, ardor, dor à relação sexual, urgência urinária e infecções urinárias de repetição. O termo SGM é mais preciso do que "atrofia vaginal" porque reconhece que os sintomas vão além do canal vaginal.

Os sintomas de atrofia vaginal melhoram sozinhos com o tempo?

Em geral, não. Ao contrário dos fogachos, os sintomas da SGM tendem a piorar progressivamente sem tratamento. O tecido continua perdendo colágeno e lubrificação com o passar dos anos. Quanto mais cedo a intervenção, mais tecido se preserva.

A radiofrequência íntima é segura?

Sim, quando realizada com equipamento registrado e por profissional habilitado. O Tecare utilizado na Modena tem notificação ANVISA. Revisões sistemáticas de ensaios clínicos documentam eventos adversos mínimos. As contraindicações incluem gestação, marca-passo cardíaco e dermatoses ativas na região tratada, todas avaliadas na consulta inicial.

Posso fazer os tratamentos da Modena se não quiser usar hormônio?

Sim. A radiofrequência e o microagulhamento íntimo são tratamentos não hormonais: estimulam a renovação do próprio tecido da paciente. São especialmente indicados para mulheres que preferem ou precisam evitar hormônios, como sobreviventes de câncer de mama. O ideal é que a abordagem seja coordenada com o ginecologista responsável.

Quantas sessões são necessárias?

O número de sessões varia conforme a intensidade dos sintomas e a resposta individual. Em geral, protocolos de 4 a 6 sessões são suficientes para a fase inicial, com sessões de manutenção espaçadas a cada alguns meses. O protocolo exato é definido na consulta de avaliação.

A partir de qual idade devo me preocupar com atrofia vaginal?

Não há uma idade mínima. A preocupação deve surgir quando os sintomas aparecem. Mulheres na perimenopausa (40–50 anos) já podem apresentar ressecamento e desconforto. O melhor momento para conversar com um especialista é quando os sintomas começam a impactar a qualidade de vida.

A consulta de avaliação com a especialista da Modena é paga?

Sim. A consulta de avaliação de Estética Íntima tem duração de 60 minutos. Após a avaliação, a especialista apresenta o protocolo indicado e os valores de cada procedimento. Entre em contato pelo WhatsApp para verificar disponibilidade e agendar.

Aviso: este conteúdo tem finalidade educativa e informativa. As informações não substituem consulta, diagnóstico ou tratamento médico ou terapêutico. Caso você apresente os sintomas descritos, consulte um profissional de saúde habilitado.

Próximo passo

Agende sua avaliação de Estética Íntima

Consulta de 60 minutos com a Ivaldene, biomédica esteta especializada em estética íntima não invasiva, na Modena CliniQ em Piracicaba/SP.

Agendar pelo WhatsApp